Meça a folga angular na saída acionada, aproxime-se do mesmo alvo nos dois sentidos e aplique um binário de inversão definido, com pressão e carga controladas. A diferença angular entre as duas posições assentadas é o curso perdido direcional do sistema. Muitas vezes é possível reduzi-lo, mas não se deve prometer folga nula até o conjunto completo — atuador, ligação do veio, dispositivo e carga — passar num ensaio de aceitação bidirecional.
Esta distinção é importante porque um valor de catálogo do atuador não inclui todas as fontes de movimento da máquina instalada. Uma chaveta solta, um suporte flexível, um rolamento gasto, um batente interno, variações da pressão do ar e um sensor montado a montante da carga podem deslocar a posição final da ferramenta quando o sentido se inverte. Na nossa experiência de análise de aplicações pneumáticas, o resultado na saída instalada é, por isso, o critério decisivo; o valor interno do atuador é apenas uma parcela do orçamento de erro.

Pontos essenciais
- Antes do ensaio, defina se pretende medir a folga do veio, a repetibilidade no batente ou o erro de inversão do sistema sob carga.
- Meça na saída ou na referência do processo, com a mesma pressão, carga, sentido e binário usados no ensaio de aceitação.
- Converta o deslocamento tangencial do comparador em ângulo utilizando o raio real de medição.
- Separe a folga da deformação elástica antes de escolher uma correção mecânica ou de controlo.
- Verifique a reparação nos dois sentidos; o software não compensa uma mecânica solta ou variável.
Se precisar primeiro de comparar mecanismos de palheta, cremalheira simples e cremalheira dupla, consulte o guia de funcionamento dos atuadores rotativos pneumáticos. Este artigo parte de um atuador já instalado ou selecionado e concentra-se na medição e correção.
O que significa realmente folga angular?
A folga angular é o curso angular perdido observado depois de a entrada inverter o sentido e antes de a saída ficar positivamente carregada no sentido oposto. Num atuador de cremalheira e pinhão, uma das fontes é a folga entre dentes. A máquina instalada pode acrescentar folga na chaveta, estriado, acoplamento, rolamento, face de montagem, placa indexadora ou dispositivo de fixação da peça.
Não utilize “folga” como termo genérico para todos os erros de posição:
| Termo | O que descreve | Como o reconhecer |
|---|---|---|
| Folga ou curso perdido | Movimento de saída necessário para eliminar a folga após a inversão | Intervalo dependente do sentido em torno da inversão |
| Flexibilidade elástica | Deformação que aumenta com o binário aplicado | A posição muda progressivamente à medida que o binário aumenta |
| Repetibilidade | Dispersão quando se aborda repetidamente o mesmo alvo nas mesmas condições | Variação entre repetições feitas num só sentido |
| Exatidão | Diferença entre a posição de saída medida e a posição comandada ou nominal | Desvio consistente em relação ao alvo |
| Resolução | Menor incremento que um sensor ou controlador consegue indicar | Passo digital, não prova da posição da carga |
| Estabilidade no batente | Capacidade de assentar no mesmo batente mecânico sob pressão | Depende da rigidez do batente, impacto, pressão e carga |
Esta terminologia evita um erro comum de diagnóstico. Se a posição mudar suavemente à medida que o binário de inversão aumenta, o problema não é apenas um espaço entre dentes; podem dominar a torção do veio, a flexão do suporte, a deformação do rolamento ou o movimento da carga. Se o encoder repetir mas a ferramenta não, o sensor pode estar a montante da interface solta. O guia de integração de sensores de realimentação explica por que motivo a resolução do sensor e a exatidão da máquina são especificações diferentes.
A arquitetura do produto também altera o resultado. A SMC indica que a série CRA1 de cremalheira simples pode apresentar folga no veio de saída no fim da rotação e recomenda um batente externo quando necessário. Nos modelos CRQ e MSQ de pistão duplo, um pistão pode continuar a carregar o pinhão depois de o outro atingir o batente, absorvendo a folga na posição final; a SMC observa ainda que, nessa condição, o binário de retenção corresponde a metade do binário efetivo (FAQ da SMC sobre atuadores rotativos, consultada em 17 de julho de 2026). Trata-se de um comportamento específico do modelo na posição final, não de uma afirmação universal de que todos os atuadores de cremalheira dupla estão isentos de folga em todo o curso.
Defina a medição antes de tocar no atuador
Um resultado útil exige um mensurando escrito: a grandeza exata que o ensaio pretende determinar. Escolha uma destas opções antes de construir o dispositivo:
- Jogo do veio sem pressão: verificação de manutenção da folga mecânica depois de remover com segurança a energia acumulada.
- Movimento da posição final sob pressão: movimento da saída em torno de um batente interno ou externo, com pressão e binário especificados.
- Erro de inversão do sistema instalado: alteração na referência do processo quando a máquina se aproxima do mesmo alvo no sentido horário e anti-horário.
- Desempenho de posicionamento bidirecional: medições repetidas da posição em vários alvos ao longo do ângulo de trabalho.
A terceira medição é normalmente a mais valiosa para equipamentos de montagem e inspeção, porque inclui as interfaces que afetam a peça. A primeira ajuda a isolar desgaste, mas, por si só, não prevê a exatidão do processo sob carga.
Registe as condições de ensaio juntamente com o resultado:
| Condição de ensaio | O que documentar |
|---|---|
| Posição-alvo | Batente, ângulo intermédio ou várias posições ao longo do curso |
| Pressão | Pressão real à entrada do atuador durante o assentamento ou movimento |
| Carga | Massa acoplada, centro de gravidade, binário externo e estado do dispositivo |
| Binário de inversão | Valor, sentido, ponto de aplicação e tempo de permanência |
| Velocidade | Velocidade de aproximação e regulação do controlo de caudal |
| Temperatura | Condição da máquina e do ambiente após o aquecimento |
| Cadeia de medição | Tipo de sensor, resolução, raio de montagem e estado de calibração |
| Repetições | Número de aproximações no sentido horário e anti-horário |
A ISO 230-2 utiliza medições diretas repetidas em cada posição para avaliar a exatidão e a repetibilidade de posicionamento de eixos lineares e rotativos de máquinas de comando numérico. Um indexador pneumático não é automaticamente um eixo abrangido pela ISO 230-2, mas a mesma disciplina — posições definidas, medições repetidas, dois sentidos de aproximação e incerteza declarada — constitui uma base sólida para um método de aceitação (ISO 230-2:2014, consultada em 17 de julho de 2026).
Não aplique binário manual a um mecanismo de produção ativo. Realize ensaios sob pressão apenas num modo de teste protegido e segundo um procedimento aprovado. Para isolamento mecânico, descarregue a energia pneumática acumulada, impeça o rearranque, sustente as cargas sujeitas à gravidade e cumpra os requisitos de bloqueio e controlo de riscos da máquina.
Como medir a folga com um comparador?
Um comparador permite uma medição prática no terreno quando o movimento tangencial esperado é suficientemente grande para a resolução do instrumento e do dispositivo. Fixe um braço de ensaio rígido à saída, coloque a ponta do comparador tangente ao braço a um raio medido e utilize uma chave dinamométrica ou uma força calibrada num braço de alavanca conhecido para aplicar um binário de inversão igual nos dois sentidos.
Siga esta sequência:
- Marque a saída, o corpo do atuador, o raio do braço de ensaio e o sentido positivo.
- Leve o eixo ao alvo a partir da rotação no sentido horário, à velocidade lenta de aproximação especificada.
- Aplique o binário de assentamento definido no sentido horário e registe a leitura do comparador após o tempo de permanência.
- Inverta o movimento atravessando o mesmo alvo, aplique um binário de igual valor no sentido anti-horário e registe a segunda leitura.
- Repita o par várias vezes sem deslocar o dispositivo nem o comparador.
- Repita o ensaio noutros ângulos de trabalho se a aplicação utilizar posições intermédias.
- Comunique a diferença direcional média e a dispersão, não apenas o menor resultado.
Para um deslocamento tangencial d medido a um raio r:
Curso angular perdido em radianos = atan(d / r)
Para ângulos pequenos: o ângulo em radianos é aproximadamente d / r
Ângulo em graus = atan(d / r) x 180 / pi
Ângulo em minutos de arco = ângulo em graus x 60
Suponha que o comparador se desloca 0,26 mm entre binários de assentamento iguais nos sentidos horário e anti-horário, a um raio de 100 mm:
ângulo = atan(0,26 / 100) x 180 / pi
ângulo = 0,149 graus, ou cerca de 8,9 minutos de arco
Designe este resultado por curso perdido do sistema ao binário de inversão indicado, a menos que um ensaio de isolamento separado demonstre que a origem está apenas na engrenagem do atuador. O dispositivo, o veio de saída, o acoplamento e o braço de ensaio fazem todos parte da cadeia de medição.
A resolução do comparador deve ser escolhida em função do erro angular permitido e do raio disponível. A um raio de 100 mm, 0,02 graus produzem apenas cerca de 0,035 mm de movimento tangencial. Uma base magnética solta ou um braço flexível podem, por isso, consumir todo o orçamento de medição. Aumente o raio quando o espaço e a rigidez o permitirem, utilize um suporte rígido e verifique o dispositivo aplicando binário sem atravessar a zona de folga suspeita.
Quando deve utilizar um encoder de saída ou um sistema laser?
Utilize um encoder do lado da saída quando precisar de dados angulares contínuos, medições em muitas posições ou correlação com os comandos das válvulas e a pressão. Montar o encoder na entrada do atuador ou no motor do controlador não deteta o curso perdido a jusante desse sensor. Registe separadamente as aproximações nos sentidos horário e anti-horário e compare o ângulo medido na carga para comandos e condições idênticos.
A resolução do encoder é o menor incremento angular que o dispositivo consegue indicar; não é a exatidão do eixo instalado. Verifique a exatidão do encoder, excentricidade de montagem, rigidez do acoplamento, erro de interpolação, temporização da aquisição de dados e alinhamento entre a referência do encoder e a referência do processo. Investigadores do NIST demonstraram, em metrologia angular de precisão, que a instalação de um encoder pode alterar o seu desempenho relativamente aos dados de calibração do fabricante, motivo pelo qual continua a ser importante uma verificação in situ na saída (caracterização de uma mesa angular pelo NIST, consultada em 17 de julho de 2026). Num eixo pneumático em malha fechada, confirme também que a válvula proporcional e o controlador conseguem corrigir o erro medido; consulte o guia de posicionamento servopneumático para compreender esse limite de controlo.
Um sistema laser de calibração de eixos rotativos justifica-se quando a tolerância e a rastreabilidade exigidas ultrapassam as capacidades de um comparador de oficina ou de um encoder instalado. O XR20 da Renishaw trabalha com o sistema laser XL-80 ou XM-60 e utiliza um encoder de alta exatidão e um retrorrefletor angular para calibrar eixos rotativos. O fabricante especifica uma verificação do sistema até ±1 segundo de arco, mas esta é a capacidade do sistema de calibração na configuração definida, não a exatidão que um atuador pneumático alcançará depois da calibração (Renishaw XR20, consultada em 17 de julho de 2026).
Como separar a folga da flexibilidade?
Represente o ângulo de saída em função do binário aplicado durante uma inversão lenta do sentido horário para o anti-horário. Uma região quase horizontal, na qual o binário muda mas a saída ainda não encostou positivamente ao flanco oposto, indica folga ou curso perdido. As regiões inclinadas após o contacto mostram flexibilidade torsional. Um deslizamento manifesta-se como uma alteração brusca e não repetível da posição; a aderência estática pode criar um salto de arranque semelhante a folga, a menos que o ensaio seja repetido a vários níveis de binário.
Em seguida, encurte a cadeia mecânica, uma interface de cada vez:
| Ensaio de isolamento | Se o movimento medido diminuir | Contribuinte provável |
|---|---|---|
| Medir o veio do atuador em vez da placa de carga | O erro desaparece a jusante | Acoplamento, chaveta, suporte, dispositivo ou rolamento da carga |
| Retirar o acoplamento e inspecionar com segurança o jogo do veio | O erro mantém-se na saída do atuador | Engrenagem interna, rolamento, veio ou mecanismo do batente |
| Repetir com dois binários de inversão | O erro aumenta sobretudo com o binário | Flexibilidade, deslizamento da fixação, torção do veio ou deformação do rolamento |
| Repetir com duas pressões controladas | A posição final muda com a pressão | Assentamento no batente, pré-carga pneumática, atrito dos vedantes ou equilíbrio da carga |
| Comparar várias posições angulares | O erro está localizado | Desgaste dos dentes, setor danificado ou carga do dispositivo dependente da posição |
| Aproximar-se do mesmo alvo apenas num sentido | A dispersão melhora, mas o erro bidirecional permanece | A folga está a ser ocultada, não eliminada |
Inspecione as interfaces simples antes de substituir o atuador. Verifique o ajuste da chaveta e do escatel, o binário do cubo de aperto bipartido, o engrenamento dos estriados, a pré-carga dos fixadores, a planicidade do suporte, o alinhamento do veio, o apoio dos rolamentos, os batentes externos e se a carga ultrapassa os limites publicados de carga radial ou axial no veio. Um acoplamento que admite desalinhamento não é necessariamente isento de folga; as suas articulações ou o elastómero podem introduzir folga ou deformação torsional.
Faça corresponder a correção à causa medida
A melhor solução elimina o mecanismo medido sem criar um problema maior de binário, desgaste ou segurança.
Repare a ligação de saída e apoie a carga
Substitua chavetas, cubos, pinos ou estriados danificados; corrija a pré-carga de grampos e fixadores; alinhe o veio; e acrescente um rolamento externo quando a saída do atuador não deva suportar a carga em consola da máquina. Volte a verificar as cargas radial e axial e o momento admissíveis pelo fabricante. Apertar uma ligação gasta acima do binário nominal não é uma reparação.
Utilize um batente positivo ou um grampo nas posições finais críticas
Quando o processo só exige precisão num ou dois extremos, um batente externo rígido pode estabelecer a referência do processo fora da folga da engrenagem. Transmita a carga do batente por uma estrutura concebida para a suportar, controle a energia de impacto e confirme que o atuador mantém o binário de assentamento necessário. Um grampo ou bloqueio mecânico pode ser mais adequado quando a posição tiver de resistir a uma perturbação externa ou permanecer segura após a perda de ar.
O manual de funcionamento do CRA1 da SMC mostra por que os pormenores do modelo são importantes: a maioria dos tamanhos CRA1 indicados especifica folga até 1 grau, enquanto o tamanho 30 é identificado como sem folga sob pressão porque inclui um batente (manual de funcionamento SMC CRA1, consultado em 17 de julho de 2026). Utilize o manual do modelo exato e as respetivas condições de ensaio, sem extrapolar essa exceção para outros tamanhos.

Selecione uma arquitetura anti-folga ou pré-carregada
A pré-carga mantém as superfícies conjugadas em contacto, para que a inversão do sentido não tenha primeiro de atravessar uma folga sem carga. As implementações incluem cremalheiras opostas, patins de cremalheira com mola, engrenagens bipartidas, rolamentos pré-carregados e disposições específicas de pistão duplo. A opção anti-folga XR da Parker, por exemplo, utiliza uma mola e um patim para pressionar a cremalheira contra o pinhão; o mesmo catálogo indica que a opção aumenta a pressão de arranque num valor que varia com o tamanho do atuador (catálogo Parker série XR, consultado em 17 de julho de 2026).
A pré-carga é, portanto, um compromisso, não uma correção gratuita. Pode aumentar o atrito, a pressão de arranque, o calor e o desgaste, ou reduzir o binário de retenção utilizável. Recalcule o binário à pressão mínima de movimento e repita as verificações de dimensionamento do atuador rotativo depois de alterar a pré-carga ou o tipo de atuador.
Utilize uma aproximação final num só sentido apenas quando o processo o permitir
Abordar todos os alvos no mesmo sentido mantém carregados os mesmos flancos dos dentes e interfaces. Isto pode melhorar uma sequência de indexação unidirecional, mas acrescenta curso e tempo de ciclo e não protege contra um binário externo que inverta a carga depois do assentamento. Documente esta opção como estratégia de movimento, não como prova de eliminação da folga.
Aplique compensação eletrónica apenas ao erro residual estável
Um controlador pode acrescentar um desvio dependente do sentido ou utilizar realimentação na saída para corrigir um erro de inversão repetível. Construa o mapa de compensação em posições, cargas, pressões, velocidades e temperaturas representativas e valide-o depois com uma medição independente na saída. Não compense um acoplamento solto, deslizamento intermitente, desgaste progressivo ou um batente dependente da pressão, porque o erro não permanecerá igual à correção armazenada.
Se a aplicação exigir posicionamento intermédio preciso durante inversões frequentes, elevada rigidez sob binário variável ou retenção fiável sem ar, um sistema servopneumático pode continuar a ser a arquitetura errada. Compare uma mesa rotativa de precisão específica ou uma solução elétrica de acionamento direto/servo com o sistema pneumático completo, em vez de acrescentar camadas de compensação a uma mecânica instável.
Como definir um limite de aceitação defensável?
Comece na característica do processo, não numa tolerância genérica do atuador. Converta o erro tangencial admissível no raio da ferramenta num orçamento angular e atribua uma parte ao atuador e o restante ao acoplamento, dispositivo, rolamentos, sensor, variação térmica e incerteza de medição.
Ângulo admissível do sistema = atan(erro tangencial admissível / raio do processo)
Por exemplo, uma ferramenta que pode deslocar-se 0,20 mm a um raio de 300 mm tem uma margem angular total de aproximadamente 0,038 graus. O atuador não pode consumi-la por inteiro se o suporte, o dispositivo, a deteção e a cadeia de medição também contribuírem para o erro. Utilize o desenho da máquina, o requisito de capacidade do processo ou uma análise de riscos validada para repartir a margem; não importe uma tolerância de uma tabela de outro setor.
Um registo de aceitação deve incluir:
- modelo do atuador e número de série ou de ativo
- configuração do veio, chaveta, acoplamento, batente e montagem
- pressão mínima de entrada durante o ensaio
- carga, orientação, velocidade de aproximação e binário de inversão
- raio de medição, instrumento, estado de calibração e resolução
- resultados nos sentidos horário e anti-horário em cada alvo
- diferença direcional média, dispersão das repetições e declaração de incerteza
- limite de aprovação/reprovação e documento que define esse limite
Mantenha estáveis o dispositivo e o procedimento para acompanhar a evolução em manutenção. Um valor crescente justifica então uma inspeção, mas não atribua uma taxa anual universal de desgaste. A contagem de ciclos, lubrificação, cargas de choque, contaminação, carga no veio, material e qualidade da manutenção podem alterar a progressão.
Perguntas frequentes sobre folga angular em atuadores pneumáticos
Um atuador rotativo pneumático pode ter folga nula?
Alguns fabricantes descrevem um determinado modelo ou mecanismo de posição final como sem folga ou anti-folga nas condições indicadas. Isso não demonstra movimento nulo na ferramenta instalada. Verifique todo o percurso da carga nos dois sentidos, com a pressão, carga, binário e temperatura exigidos, e comunique a incerteza do instrumento juntamente com o resultado.
Repetibilidade e folga são a mesma coisa?
Não. A repetibilidade é a dispersão entre aproximações repetidas realizadas nas mesmas condições. A folga é o curso perdido dependente do sentido após uma inversão. Um eixo pode repetir bem quando todos os alvos são abordados no sentido horário e, ainda assim, apresentar uma grande diferença de posição quando o mesmo alvo é abordado no sentido anti-horário.
Onde devo montar um encoder para compensar a folga?
Monte a medição tão perto quanto possível da referência controlada do processo. Um encoder a montante de uma chaveta solta, um acoplamento flexível ou um dispositivo deformável não consegue observar esse movimento a jusante. Se o controlador utilizar um sensor interno, valide a posição final da carga com um instrumento independente do lado da saída.
A pré-carga pneumática pode eliminar a folga da engrenagem?
A pré-carga pode manter os flancos dos dentes em contacto e reduzir muito a folga de inversão, mas o resultado depende da arquitetura do atuador e do ponto de funcionamento. Também pode aumentar o atrito ou a pressão de arranque e alterar o binário de retenção utilizável. Volte a verificar o binário, pressão, velocidade, desgaste e resultados de aceitação depois de a aplicar.
Com que frequência se deve medir a folga angular?
Defina o intervalo com base no risco da máquina, contagem de ciclos, cargas de impacto, capacidade do processo e tendência observada. Volte a medir após intervenções no atuador, acoplamento, rolamento, batente, pressão ou dispositivo, e sempre que os resultados de posição bidirecionais se desviarem. Um aumento anual universal ou um intervalo fixo de calendário não têm fundamento técnico.
A folga angular controla-se com dados, não com um único adjetivo de catálogo. Defina a referência do processo, meça nos dois sentidos sob um binário de inversão declarado, isole cada interface mecânica, corrija o mecanismo que realmente se move e repita o mesmo ensaio de aceitação. Se o desenho da aplicação, os dados de carga ou a especificação do atuador não fornecerem informação suficiente para definir esse ensaio, envie os pormenores através da página de contacto técnico antes de aprovar uma substituição ou estratégia de compensação.

